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Espaço Schengen: tudo que você precisa saber

Borealis | 07/03/2026
Local de assinatura do acordo Schengen – Luxemburgo

Se você está planejando uma viagem para a Europa — especialmente para destinos como Noruega, Finlândia, Islândia ou Suécia — provavelmente já se deparou com o termo Espaço Schengen. Mas afinal, o que ele significa na prática? Neste guia, reunimos tudo o que você precisa saber para entender como funciona essa área de livre circulação, quais países fazem parte dela e como isso afeta a sua viagem.

O que é o Espaço Schengen?

O Espaço Schengen é uma área formada por países europeus que aboliram o controle migratório nas fronteiras internas entre si. Isso significa que, depois de entrar legalmente em um dos países participantes, é possível viajar para os demais membros sem passar por novos controles de imigração.

Na prática, o Espaço Schengen funciona como uma única área de circulação para viajantes internacionais. Embora cada país continue sendo soberano, as regras para entrada de visitantes de fora da região são harmonizadas.

O nome vem do pequeno vilarejo de Schengen, em Luxemburgo, onde o acordo original foi assinado em 1985.

Por que o Espaço Schengen foi criado?

O principal objetivo do Espaço Schengen é facilitar a circulação de pessoas entre os países participantes.

Ao eliminar as fronteiras internas, o acordo trouxe benefícios como:

  • maior integração entre os países europeus;
  • estímulo ao turismo;
  • fortalecimento do comércio;
  • facilidade para quem vive, trabalha ou estuda em diferentes países da região;
  • maior cooperação entre as autoridades de imigração e segurança.

Quais países fazem parte do Espaço Schengen?

Atualmente, o Espaço Schengen é formado por 29 países.

São eles:

  • Alemanha
  • Áustria
  • Bélgica
  • Bulgária
  • Croácia
  • Chéquia
  • Dinamarca
  • Eslováquia
  • Eslovênia
  • Espanha
  • Estônia
  • Finlândia
  • França
  • Grécia
  • Hungria
  • Islândia
  • Itália
  • Letônia
  • Liechtenstein
  • Lituânia
  • Luxemburgo
  • Malta
  • Noruega
  • Países Baixos
  • Polônia
  • Portugal
  • Suécia
  • Suíça
  • Romênia

Perceba que nem todos são membros da União Europeia. Noruega, Islândia, Suíça e Liechtenstein, por exemplo, participam do Espaço Schengen, mas não são membros da União Europeia. Por outro lado, alguns países-membros da União Europeia ainda não fazem parte do acordo, como Irlanda e Chipre.

Espaço Schengen e União Europeia são a mesma coisa?

Não. Essa é uma das dúvidas mais comuns entre os viajantes. A União Europeia é uma organização política e econômica composta por diversos países europeus, já o Espaço Schengen é um acordo específico sobre livre circulação de pessoas. Embora exista uma grande sobreposição entre os membros, os dois grupos não são exatamente iguais.

O que muda para turistas brasileiros?

Para brasileiros, o Espaço Schengen simplifica bastante uma viagem pela Europa.

Depois de entrar em um país do bloco, normalmente você poderá viajar para os demais integrantes sem novos controles de imigração.

Imagine um roteiro como este:

  • chegada em Helsinque;
  • viagem para Rovaniemi;
  • continuação para Tromsø;
  • visita a Estocolmo;
  • retorno ao Brasil.

Mesmo cruzando fronteiras internacionais entre Finlândia, Noruega e Suécia, normalmente você não precisará passar novamente pela imigração, já que todos fazem parte do Espaço Schengen. Nesse cenário, você só passaria pelo controle de imigração na chega a Helsinque.

Brasileiros precisam de visto para entrar no Espaço Schengen?

Não, o visto é dispensável para viagens de turismo de curta duração no Espaço Schengen. Turistas brasileiros podem permanecer por até 90 dias dentro de um período de 180 dias, sem necessidade de visto, desde que a viagem seja para turismo ou outras atividades permitidas pelas regras locais.

No entanto, isso não significa que basta apresentar o passaporte para fazer a entrada. Além do passaporte válido, as autoridades podem solicitar documentos como:

  • comprovantes de hospedagem;
  • passagem de saída da região;
  • seguro viagem com cobertura mínima exigida;
  • comprovação de recursos financeiros para a estadia.

Cumprir esses requisitos ajuda a garantir uma entrada tranquila no país.

Como funciona a regra dos 90 dias?

Uma dúvida bastante frequente é sobre o limite de permanência.

A regra funciona assim: você pode permanecer até 90 dias somados dentro do Espaço Schengen durante qualquer período móvel de 180 dias. Ou seja, a cada período de mais ou menos 6 meses, um visitante pode passar no máximo metade desse tempo por lá.

O tempo é contabilizado considerando todos os países do bloco juntos.

Por exemplo: se você fez quatro viagens para a Europa nos últimos meses, passando 20 dias na Islândia, 15 dias na Noruega, 12 dias na Finlândia e 18 dias na Suécia, totalizando 65 dias, você ainda teria 25 dias disponíveis para uma nova visita antes de atingir o limite.

O Reino Unido faz parte do Espaço Schengen?

Não. Mesmo antes do Brexit, o Reino Unido nunca integrou o Espaço Schengen. Isso significa que uma viagem entre Londres e Paris, por exemplo, exige controle migratório.

O mesmo vale para Irlanda, que também mantém um sistema próprio de controle de fronteiras mesmo cooperando com o Sistema Schengen.

Preciso apresentar o passaporte ao viajar entre países do Espaço Schengen?

Na maioria das viagens, não há controle de imigração entre os países membros. Ainda assim, é altamente recomendado carregar sempre o passaporte.

As autoridades podem realizar fiscalizações pontuais, especialmente em aeroportos, estações ferroviárias ou operações de segurança. Além disso, o documento pode ser necessário para check-in em hotéis, aluguel de veículos e outras situações durante a viagem.

O seguro viagem é obrigatório no Espaço Schengen?

Sim. Para entrar no Espaço Schengen, o viajante deve possuir um seguro viagem que atenda aos requisitos mínimos estabelecidos pelos países do acordo. A cobertura deve contemplar despesas médicas e hospitalares, incluindo eventual repatriação, com valor mínimo de 30 mil euros. Mesmo quando não é solicitado na imigração, viajar segurado é uma medida importante para lidar com imprevistos e evitar custos elevados durante a viagem.

O ETIAS muda alguma coisa para brasileiros?

Sim, mas apenas quando entrar em vigor. O ETIAS (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem) será uma autorização eletrônica obrigatória para cidadãos de países isentos de visto, incluindo o Brasil.

Ele não é um visto, mas uma autorização prévia para viajar ao Espaço Schengen. Quando o sistema passar a ser exigido, será necessário preencher um formulário online antes do embarque e obter a autorização para viajar.

Vale a pena conhecer vários países do Espaço Schengen em uma única viagem?

Sem dúvida! Uma das maiores vantagens do Espaço Schengen é justamente permitir roteiros combinando diferentes destinos sem burocracia nas fronteiras internas. É possível, por exemplo, conhecer cidades vibrantes como Helsinque e Estocolmo, explorar as paisagens da Noruega, viver experiências inesquecíveis na Lapônia finlandesa e ainda visitar a Islândia na mesma viagem.

Com um bom planejamento, você aproveita melhor o tempo disponível e conhece diferentes culturas, paisagens e fenômenos naturais surpreendentes, como a Aurora Boreal e o Sol da Meia-noite.

Perguntas frequentes sobre o Espaço Schengen

Quantos países fazem parte do Espaço Schengen?

Atualmente, o Espaço Schengen reúne 29 países europeus que adotam regras comuns de circulação e eliminam o controle migratório nas fronteiras internas.

Brasileiros precisam de visto para visitar o Espaço Schengen?

Não. Para viagens de turismo de até 90 dias somados em um período de 180 dias, brasileiros não precisam de visto, desde que cumpram os requisitos de entrada.

Noruega e Islândia fazem parte do Espaço Schengen?

Sim. Embora não integrem a União Europeia, esses países participam do Espaço Schengen.

Posso visitar vários países usando apenas uma entrada?

Sim. Após entrar legalmente em um país do Espaço Schengen, normalmente você poderá circular entre os demais países membros sem novos controles migratórios.

O Espaço Schengen facilita viagens pelo Ártico?

Sim. Destinos como Finlândia, Noruega, Suécia e Islândia fazem parte do Espaço Schengen, tornando muito mais simples combinar diferentes países em um único roteiro.

Planejar uma viagem pela Europa fica muito mais fácil quando você entende como funciona o Espaço Schengen. E quando o roteiro inclui destinos únicos do Ártico, contar com especialistas faz toda a diferença. Fale com um consultor Borealis para escolher o melhor itinerário, esclarecer dúvidas sobre documentação e criar uma experiência personalizada para conhecer a Aurora Boreal, o Sol da Meia-noite ou algumas das paisagens mais fascinantes do planeta. Entre em contato e descubra nossos roteiros exclusivos pelo Ártico!